Encontro Internacional tem início com a apresentação de experiências de revitalização de rios pelo mundo

28/11/2017

O Encontro acontecerá até quinta-feira (30), no Minascentro, em Belo Horizonte e conta com a presença de palestrantes internacionais.

O III Encontro Internacional de Revitalização de Rios e I Encontro das Bacias Hidrográficas de Minas Gerais, que acontece até quinta-feira (30) no Minascentro, em Belo Horizonte, teve sua abertura na manhã de hoje (28/11), com a apresentação de experiências de revitalização no Rio Willamette, nos Estados Unidos e na Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas.

 A abertura contou com a presença e discursos do presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas), Marcus Vinícius Polignano; do Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Germano Vieira; do coordenador-geral do Fórum Nacional de Comitês de Bacia Hidrográfica, Hideraldo Buch; da diretora-geral do IGAM (Instituto Mineiro de Gestão das Águas), Marília Carvalho; do Diretor de Operação Metropolitana da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), Rômulo Perilli; e do diretor da Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Tarcísio Afonso Nunes.

Para o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas), Marcus Vinícius Polignano, a gestão do território é o papel das bacias hidrográficas. “Nosso problema não é somente a falta de chuva, mas de gestão. O nosso modelo de ocupação transformou a história dos nossos rios. Não adianta pensarmos que teremos rios de boa qualidade com o modelo de ocupação que fazemos hoje”, afirmou.

Ele também fez críticas aos tipos de tratamento de esgoto atualmente praticados no Brasil e exigiu mudanças para o tratamento terciário. Ao final da apresentação, emocionado, prestou homenagens ao seu colega e companheiro de lutas na revitalização do Rio das Velhas, o professor Antônio Leite Raddichi, brutalmente assassinado este mês.

Exemplo

O primeiro a palestrar foi o professor Robert Mason Hughes, da Amnis Opes Institute, dos Estados Unidos. Sob a ótica da integridade biótica, ele contou das experiências bem sucedidas em torno da revitalização do Rio Willamette, no Estado de Oregon. “Quando falamos da revitalização do Willamette, não estamos falando somente do rio em si, como também das planícies de inundação, dos riachos, dos rios tributários, das lagoas marginais; enfim, de toda a bacia. Temos que lembrar também que as planícies de inundação não são apenas um monte de terras perto de rios, elas também são o rio”, ressaltou.

Biomonitoramento

Fechando a manhã de palestras(28/11), o pesquisador do NuVelhas – Projeto Manuelzão, Carlos Bernardo Mascarenhas, apresentou o tema “Biomonitoramento da Ictiofauna e Monitoramento Ambiental Participativo na Bacia do Rio das Velhas”. O projeto tem a função de avaliar e monitorar, ao longo do tempo, as mudanças ambientais a partir de impactos como o desmatamento, o lançamento de esgotos e de efluentes industriais, ou mesmo de qualquer outro tipo de interferência negativa para o rio. “Após a implantação das ETEs (Estações de Tratamento de Esgoto) Onça e Arrudas [no início da década passada], houve um aumento da área de distribuição dos peixes, levando-nos a crer que o tratamento de esgoto na Região Metropolitana Belo Horizonte (RMBH) foi de fundamental importância para isso”, afirmou.

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