Temos que resolver tudo, mas não ao mesmo tempo.

Publicado por Fábio Andrade em: 14/set/16


Todos nós estamos sofrendo um pouquinho com essa tal de ansiedade, parece ser o novo mal do século e claro, todos nós temos problemas em nossas vidas. Pode não ser o pior problema do mundo e em alguns casos a ansiedade que sentimos pode não ser um caso para especialista, mas é consenso todo problema tem que ser resolvido e toda ansiedade incomoda.

Homem de camisa e gravata em tons de azul está sentado diante de uma mesa branca, com um computador em um telefone igualmente brancos. Com papéis e uma caneta vermelha. Ele olha para os papéis e leva as mãos à cabeça em expressão de desespero. Também usa um relógio HORROROSO.

Homem branco desesperado a procura de um clips branco que caiu na mesa branca, ao lado do computador branco e perto do papel branco.

E é aí que tá o complicante: temos mesmo que resolver todos os nossos problemas, claro, mas a ansiedade as vezes faz a gente acreditar que tem que ser tudo ao mesmo tempo, aí regaça: começa a supitar pensamento na cabeça, surgindo tudo do meio do inferno e em questão de segundos sua mente te colocou diante de todos os seus problemas e ao mesmo tempo. Assim, acumulado, tudo parece muito mais insustentável e sem solução.

Mas é claro que a maioria tem solução sim. Pensa bem: não é porque você precisa estar aqui agora e ali em duas horas que você precisa ser dois, é? Pois então, da mesma forma em que é impossível estar em dois lugares ao mesmo tempo, mas é possível sair daqui e ir pra ali, é muito mais fácil resolver uma coisa de cada vez, focando nela, do que tentar resolver tudo ao mesmo tempo afinal você continua não sendo dois.

Pedindo licença a quem realmente entende do assunto (se algum especialista estiver lendo e tiver uma sugestão ou correção a fazer, cola que é nóis), gostaria de propor algumas formas de se organizar e evitar fazer com que você se perca dentro da sua cabeça.

Antes de tudo, precisamos lembrar sempre que a melhor forma de resolver tudo é resolver uma coisa de cada vez. Abaixo segue um wallpaper (opcional) pra meter de plano de fundo no computador. Vai servir bem quando as coisas começarem a fluir mal, encara esse arco-íris aí e repete a frase pausadamente, mais ou menos assim: “uma. Coisa. De cada. Vez”. Respirar fundo também ajuda.

Sobre um fundo preto, está um arco-íris e abaixo dele os dizeres 'Uma coisa de cada vez'

Dica: configure pra centralizar que fica tudo bem com sua tela. Segue também uma versão um pouco mais amigável para seu smartphone: (clique aqui para esmagar a minha rata que vai abrir ali na aba ao lado).

Cientes disso, vamos começar a organizar nossos pensamentos.

O primeiro passo é tirar os problemas da nossa cabeça. Pega aí uma caneta e um papel, vamos fazer COMO FAZIAM OS HOMENS DE NEANDERTAL: escreva o que for lembrando de mais importante num papelzinho até não lembrar de muitos problemas.

O próximo passo é hierarquizar (sim, sério). Primeiro elenque todos por ordem de tempo, do mais imediato para o mais distante. Agora refaça a lista considerando a necessidade, do imprescindível (pagar contas, pensar dívidas, ler um artigo) até aquilo que você só quer fazer (ler um livro, tirar carteira de motorista, lavar o carro). Veja bem, isso não quer dizer que as coisas que você “só quer” são menos importantes, é apenas uma maneira de definir o que é mais urgente.

Daí você compara as duas listas e fazendo uma análise de “custo benefício” e vai conseguir pelo menos ter ideia do que pensar primeiro.

Passadas as três primeiras fases iniciais (catalogar, hierarquizar e avaliar), chegamos no BOSS desse joguinho maldito: focar. Agora você vai tirar um tempo pra lidar só com esse problema. Pode ser uma meia hora, uma hora inteira, um dia, sei lá. Isso vai depender do tamanho da treta e da quantidade de outros problemas que ainda vão sobrar por resolver. Isso tem que ser feito de forma linear, ou seja, você terá que estipular metas, como “vou usar tempo x pra resolver um pouco disso” ou “só vou passar pro próximo quando resolver isso”.

Por fim, se tentar resolver o problema estiver, naquele momento, virando outro problema, aí você dá uma pausa. Pra quê? Sei lá, pra tomar um café, fazer outra coisa mais interessante ou até mesmo dar aquela bisóia em outro problema pra variar. O importante, lembre-se, é não atravessar as coisas e se perder em dois ou mais pensamentos. Ignorar (PELO AMOR DE DEUS, IGNORAR NÃO É NEGLIGENCIAR) o problema por um tempinho pode ajudar nisso.

Espero ter ajudado e lembrem-se da principal lição desse texto: uma. Coisa. De cada. Vez.

 

Atualizado em 15 de setembro de 2016

Depois de algumas voltas pelo terrível território da internet, me lembrei de um detalhe: esse texto não fala necessariamente de casos clínicos de ansiedade. Segundo pai Google, existem duas principais definições para a palavra “ansiedade”, seguem:

Ansiedade: substantivo feminino

1. grande mal-estar físico e psíquico; aflição, agonia.
“a demora no atendimento causava-lhe a.”

2. fig. desejo veemente e impaciente.
“com grande a. aguardava o seu casamento”

Esse texto fala principalmente da segunda definição, que fique bem claro. Citei a questão do especialista ali em cima, porque existe o transtorno de ansiedade, que é uma doença séria, não é legal confundir, relativizar ou banalizar.

É imprescindível procurar a ajuda médica no caso da insistência de alguns sintomas citados no link, tá? É importante também não ficar minimizando a situação do próximo que está sofrendo com esse problema, pra isso recomendo pesquisar postagens e artigos sobre o setembro amarelo, tem coisa bastante didática e que pode ajudar muito a entender.

Abraços e fiquemos bem.

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